Espécies encontradas

Descrição das espécies inventariadas no estudo realizado na Unidade de Conservação - PEMSRS em Santa Rita do Sapucaí.

Paca

Esta espécie ocorre desde o México até o Paraguai. Ocupa diferentes hábitats, porém é geralmente visto em áreas de florestas próximas a cursos d’água. Em função de sua carne ser muito apreciada sofre intensa pressão de caça. São noturnos e, devido ao caráter críptico de seu comportamento, a identificação e quantificação de rastros é o melhor método para estimativa de populações locais.

Preá

Este gênero ocorre na América do sul e central. No Brasil só não ocorre na Amazônia. Duas espécies podem ocorrer na região sudeste, C. aperea e C. insignia.
São de hábitos noturnos e crepusculares. É um herbívoro especializado em gramíneas e, em função deste hábito alimentar, há um baixo registro deste gênero em levantamentos de mamíferos. Ocupam vários hábitats como campo aberto, bordas de floresta e áreas rochosas.

Tapiti, Coelho

Única espécie da Ordem Lagomorpha ocorrente no Brasil, preferindo áreas abertas, de capoeira ou clareiras em áreas florestadas. Possuem hábitos crepusculares e noturnos. São solitários e alimentam-se principalmente de gramíneas e, em menores proporções, frutos. Segundo moradores e trabalhadores que freqüentam a área, Silvilagus brasiliensis ocorre comumente nas bordas da estrada que passa pela área.

Cotia

Distribuem-se amplamente pelo Brasil e ocupam florestas, áreas de cerrado e áreas cultivadas. Alimentam-se de sementes e frutas. É muito procurada por caçadores podendo apresentar baixas densidades em áreas onde sofre pressão de caça.

Serelepe, esquilo

Ocorrem amplamente no Brasil, vivem em florestas e costumam descer ao chão para procurar alimento, apesar de serem arborícolas. São diurnos e de fácil visualização.

Tatu-galinha

Espécie cosmopolita no Brasil, Dasypus novemcinctus é perseguida e sofre considerável pressão de caça na área de estudos. Apesar de seu potencial econômico, o tatu-galinha apresentou um bom índice de densidade relativa.

Gambá

Provavelmente os marsupiais mais freqüentes nas proximidades de habitações humanas e devido a este fato são considerados uma ameaça, especialmente a pequenos proprietários rurais. Possui hábitos noturnos e forma ninhos preferencialmente em buracos de árvores. Quanto ao hábito alimentar, é considerado oportunista, fazendo parte de sua dieta frutos e pequenos animais.

A serra apresenta uma população considerável destes animais, sendo observados registros por todo o período de amostragem, ocorrendo maior atividade na estação chuvosa. Ocupam, na área de estudos, localidades às proximidades de cursos d’água.

Mão-pelada

Ocorrentes em todo o território brasileiro, o mão-pelada ou guaxinim ocorre em locais de vegetação densa e próximos à cursos água. É comum, também, em áreas alteradas. São animais de hábitos noturnos, alimentando-se de pequenos vertebrados e frutos

Foram encontrados rastros por todo o período amostral, junto à cursos d’água que permeiam a área de estudos. Para o PEMSRS esta espécie apresenta-se com um bom índice de densidade relativa, o que indica a presença de uma boa população, quantitativamente.

Irara

Única espécie do gênero que habita florestas do Brasil, sendo ocorrente em todo seu território. As iraras podem formar grupos familiares pequenos.

Jaguatirica

Espécie de grande distribuição no Brasil, com exceção do sul do Rio Grande do Sul. Habita preferencialmente áreas densamente florestadas, mas também é encontrada no cerrado, na caatinga e no pantanal. É uma espécie de felídeo de médio porte com atividade predominantemente noturna e área de vida entre 0,76Km² a 38,8Km² (variando com o sexo e características de hábtat). Sua dieta é baseada em roedores do porte de ratazanas, porém animais de porte maior, como cotias e tatus, também podem ser consumidos.
Na serra são consideradas como ameaça pelos proprietários rurais, porém apresentam uma população considerável, sendo obtidos registros por todo o período amostral. Quanto ao risco de extinção, é enquadrada na categoria Vulnerável para o Brasil e, para o estado de Minas Gerais, seu status é Criticamente em Perigo.

Gato-do-mato

É a menor espécie de felino do Brasil ocorrendo por todo seu território, com exceção do sul do Rio Grande do Sul. Sua dieta é composta principalmente por pequenos roedores.
Na serra foram obtidos registros por todo o período amostral o que indica a existência de uma população considerável. Suas atividades na área de estudos foram intensificadas na estação chuvosa, sendo restrita a determinadas áreas na estação seca.

Bugio

Habita áreas florestadas de quase todo o Brasil, excetuando-se alguns estados do nordeste. O gênero Alouatta possui cinco espécies e vinte e uma subespécies, sendo Alouatta guariba espécie endêmica da Mata Atlântica.

Atualmente a maior ameaça aos bugios, em especial aos da Mata Atlântica, é a perda de habitat, que restringe seus ambientes a pequenas ilhas isoladas de vegetação.

Na serra foram obtidos registros de Alouatta guariba através de vocalizações, que é bastante conspícua nessa espécie.

Lobo-Guará

É uma espécie considerada “vulnerável” quanto à ameaça de extinção em Minas Gerais. Foram obtidos registros da ocorrência de Chrysocyon brachyurus nas redondezas da Reserva Biológica de Santa Rita do Sapucaí, mas na área de estudos, o PEMSRS, não foi corroborada a ocorrência desta espécie. Sendo assim não foram produzidos dados populacionais para Lobo-guará.

Cachorro-do-mato

Espécie ocorrente em todo o Brasil, com exceção das áreas baixas da bacia Amazônica.

Cerdocyon thous é uma espécie de hábitos noturnos, oportunista e generalista quanto à dieta alimentar, tendo grande êxito em sobreviver em áreas degradadas.

Sagüi

Ocorrem do leste do Rio Madeira e Sul do Rio Amazonas até o estado do Paraná, habitando florestas tropicais, savanas florestadas, caatingas e capoeiras. Pode descer frequentemente ao solo para atravessar descampados entre manchas de mata.

Os registros de Callithrix sp foram obtidos através de entrevistas, não possibilitando a elaboração de estimativas populacionais.

Sauá

No trabalho realizado na serra foram obtidos registros visuais e de áudio. Foram verificados pelo menos dois grupos, mas um indivíduo solitário também foi registrado.

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